terça-feira, 1 de maio de 2012

O porquê dos brigadeiros

Como adoro doces, sempre fiz questão de que tivesse algum fazendo parte dos almoços de família. Mas, na maioria das vezes, as pessoas se preocupavam com a comida e, para sobremesa, se eu tivesse sorte tinha algum sorvete comprado na padaria. Sem nenhum glamour da comidinha caseira.

 Aviso logo que adoro sorvete, mesmo os de creme da Kibon. Mas não dá para querer comparar com qualquer coisa não industrializada. E quem me ensinou, mesmo sem nunca ter dito isso, que até mesmo a sobremesa tem que ser feita em casa, foi a minha avó - ela nunca deixou faltar o, diga-se de passagem, melhor pudim de leite da minha vida em qualquer reuniãozinha que fizéssemos. 

Desde criança, eu passei a fazer as sobremesas da casa. Fazia bolos, mousses, tortas, e até mesmo sorvetes! Mas, com o passar dos anos, fui ficando preguiçosa. Não me organizava para começar mais cedo do que todo mundo, às vezes até no dia anterior. 

Para não deixar faltar a tão esperada sobremesa, eu fazia um brigadeiro. Simples, tradicional. Podia colocar alguma fruta junto, podia comer puro. Comecei a mudar uma coisinha aqui, outra ali. E, sem nem mesmo perceber, me especializei em brigadeiros. 

Dizem que eu faço o melhor brigadeiro do mundo! Tudo bem, quem diz é a minha irmã, que tem uma opinião bastante parcial, com muita nostalgia nesse comentário, e que nunca provou todos os brigadeiros do mundo. Mas isso foi suficiente para me encorajar a continuar fazendo brigadeiros. E a inventar. 
Então, a partir de agora, quero voltar a fazer sombremesas, mas que levem a minha especialidade: o brigadeiro!