Aviso logo que adoro sorvete, mesmo os de creme da Kibon. Mas não dá para querer comparar com qualquer coisa não industrializada. E quem me ensinou, mesmo sem nunca ter dito isso, que até mesmo a sobremesa tem que ser feita em casa, foi a minha avó - ela nunca deixou faltar o, diga-se de passagem, melhor pudim de leite da minha vida em qualquer reuniãozinha que fizéssemos.
Desde criança, eu passei a fazer as sobremesas da casa. Fazia bolos, mousses, tortas, e até mesmo sorvetes! Mas, com o passar dos anos, fui ficando preguiçosa. Não me organizava para começar mais cedo do que todo mundo, às vezes até no dia anterior.
Para não deixar faltar a tão esperada sobremesa, eu fazia um brigadeiro. Simples, tradicional. Podia colocar alguma fruta junto, podia comer puro. Comecei a mudar uma coisinha aqui, outra ali. E, sem nem mesmo perceber, me especializei em brigadeiros.
Dizem que eu faço o melhor brigadeiro do mundo! Tudo bem, quem diz é a minha irmã, que tem uma opinião bastante parcial, com muita nostalgia nesse comentário, e que nunca provou todos os brigadeiros do mundo. Mas isso foi suficiente para me encorajar a continuar fazendo brigadeiros. E a inventar.
Então, a partir de agora, quero voltar a fazer sombremesas, mas que levem a minha especialidade: o brigadeiro!